sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pensamento de 29 de junho

Escrevi um pensamento tão profundo que de tão profundo tenho medo de não querer dizer nada daquilo que imagino que diga. Neste caso preciso amadurecê-lo. Quem sabe ele fique mais profundo, ou a superficialidade seja sua salvação.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Elenice


Elenice se sentia jogada no mundo. Sentia como se não pertencesse a nenhum lugar, sequer pertencesse a si mesma. Já não sabia o que esperar desse mundo ou desta vida. Sentada numa cadeira daquela lanchonete, olhava as pessoas passando na calçada. Visualizava os pensamentos passando por sua mente... Sentia o peso de ser ela mesma e já não tinha grandes ápices de emoção. Apenas seguia, morna e lentamente, como um meio encontrado de continuar seguindo...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Poema do silêncio em mim


O mundo todo se agita

Gira a Terra sem parar

Resta a mim o meu silêncio

É a ele o meu pensar


Refúgio no qual reflito

Mar no qual permaneço

Nele fico ao fim da vida

Ele há desde o começo


Sintoma de solidão

A assolar este alguém

Sendo a fala que se cala

E a resposta que não vem


Silêncio, espaço de tempo

Rico em significados

Opção de quem medita

Condição dos sufocados


Silêncio de quem contempla

Silêncio do céu sem fim

Silêncio de Ingmar

Silêncio habitou em mim

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nada diz

Não há explicação encontrada para certos fenômenos que por mim não foram decifrados e indecifrados estão.

domingo, 2 de maio de 2010

Flor bela




Espanca, violenta e faz doer.
Uma dor gostosa, que todos merecem sentir.
Florbela, mais bela há de vir...

sábado, 1 de maio de 2010

Soneto da dedicação


Rosa branca que te dei
Flor tão pura da estação
Bolhas a ti dediquei
Sublime fabricação

No alto daquele monte
A gente se encontrou
Tua cantiga cantei
Teu olhar me cativou

Se nessa poltrona estamos
Se para a paisagem olhamos
Se o céu pede passagem

Estou ao teu lado assim
Pede um carinho pra mim
Fotografa a nova imagem

Soneto de amor caído


Teu corpo à minha frente
Teus lábios os mesmos são
Meu peito é brasa ardente
Dispara meu coração

Pareço o mesmo doente
De sua louca emoção
Lateja em minha mente
Desejo sem contentação

Outono, os frutos crescem
Com minha paixão parecem
Caem folhas pelo chão

Os canteiros entristecem
Marcas em mim padecem
Pegadas de uma paixão