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segunda-feira, 4 de março de 2013
Por tudo que é
Há uma estranheza em mim. Um estranhar nasceu e permanece. Tenho vivido estranhando. Sinto-me em um mundo estranho, em uma vida estranha, como um elemento estranho, fazendo coisas esquisitas. É estranho...
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sábado, 2 de março de 2013
É estranho
É estranho não ter mais você pra esperar. Não ter mais você falando comigo. Não ter mais você... É estranho...
É estranho não ter mais notícias suas. Não poder lhe entregar as lembrancinhas que não cumprem função em meu guarda-roupa. E não poder falar a si. E não poder olhá-lo. E não poder fazer coisa alguma. E não poder...
É estranho não poder dedicar a você a canção que estava aprendendo a tirar no violão. E não poder chamá-lo pra tomar aquele sorvete. E não poder estar ao seu lado e sentir seu cheiro. É estranho tê-lo em meus pensamentos... e você permanecer ali... e você permanecer em falas recorrentes.
É estranho sentir o impulso de compartilhar fatos e ideias e não ter você pra ouvir. E ver que os rumos da vida de repente, não mais que de repente, mudam, sem prévia explicação. É estranho ver que a vida muda.
É igualmente estranho não ter o seu entusiasmo que em mim refletiu e tão bem me fez. É estranho ser incapaz de transferir todo o estranhamento que resta e toda a falta que faz. Estranho olhar pra mim mesmo.
É estranho cruzar os dias. É estranho não vê-lo em meu caminho. É estranho vê-lo... e então acordar...
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Mais
É estranho não saber mais do que o pouco, e perceber o quão condicionada é a existência e o quão limitados somos. E não saber me exprimir, e não saber me expressar, e não saber me espremer... É estranho querer mais... Querer que não acabe mais. Querer que não acaba mais. É estranho pensar em procurar motivos que justifiquem desejos. É estranho arrazoar sensações...
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
[Aragem]
Não quer ser igual a todos os outros. Já se habituou a ser como é;
Não quer ser tão diferente a ponto de ser notado. Prefere passar pela vida desapercebido. Prefere pisar com as pontas dos pés.
Nele não há charme. Não causa impacto, não chama a atenção, não brilha. Não é inovador em momento algum.
É apenas assim, imperfeito, sincero, discreto e brando.
Brisa passando no ar...
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Olhando um poema
Poema de sentimento
Este que é condição
Um poema em um momento
Fadado a imperfeição
Poema pra ser presente
Não me resta companhia
Ele surge sorrateiro
Para acompanhar meu dia
A mim que pouco tenho
Resta um poema curto
Este que escrevo agora
Este que surge assim
A mim que tenho pouco
Resta a última estrofe
Esta que continua
Esta que chega ao fim
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Epicédio
A fumaça nunca baixará, o fogo nunca cessará, as cinzas nunca sumirão, o incêndio nunca será apagado... de tantas mentes... Tanta destruição...
Desse dia em diante, meu coração também morreu um pouco.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Certas partes de mim
Meu coração é um quarto vazio.
Isso às vezes me incomoda e penso ser interessante decorá-lo. Não é que eu queira preenchê-lo com qualquer coisa, mas quero ocupá-lo com as coisas certas, quando as encontro, com pessoas certas, quando elas cruzam o meu caminho.
Minha voz é uma porta pro meu coração.
Esse canal nem sempre funciona da maneira certa. Eu não sei se o que eu digo é exatamente o que eu queria dizer. Eu não sei descrever meu coração da maneira certa.
Minha mente é um pacote de mundo.
Não consigo entender como cabe tanta coisa dentro dela. As recordações prazerosas enchem minha alma de saudade.
E minha alma... Ah, minha alma é reticente!
Eu ouvi uma menção ao recurso gráfico ontem à noite e não se referia a mim, porém me fez pensar... Também eu sou assim, inserido em um trajeto de suspense, interrupção e incompletude. Já não sei o que será. Sequer sei se alguma vez o soube. Quando sinto algo, ainda tenho algo a sentir. Quando digo algo, ainda tenho algo a dizer. Quando penso algo, ainda tenho algo a pensar. Quando faço algo ainda tenho algo a fazer. Por vezes deveria sentir, pensar, dizer e agir de modos diferentes, sejam reais ou camuflados.
Entre acertos e erros, minha alma tem o peso e a leveza de ser o que é.
Assim sou...
Assim sou...
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Um certo ser
Sou... Sou uma realidade. Sou uma representação... Sou um quarto, vezes se completando, vezes vendo tudo sair pela porta ou janela. Sou um campo aberto ou fechado, vazio ou cheio, poluído ou plácido, nunca estável, sempre em transformação. Sou um pedaço do mundo e tenho outro mundo inteiro aqui dentro. Sou três pontinhos que almejam se integrar... Posso também não ser nada disso, esporadicamente... frequentemente... Posso não ser, posso simplesmente estar.
Também estando, carrego meus próprios pesos...
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Sobre elefantes e pássaros
Realidade e vontade de voar
Patas no chão, asas no ar
Grandes mamíferos, pequenas aves
Em várias partes do mundo
Em determinado lugar
Diferentes seres
Diferentes organizações
Diferentes instintos
Diferentes modos de se comportar
Porém, em cada espécie,
Sua singularidade
Seu desejo de vida
E de pela vida lutar
Pássaros e elefantesElefantes e pássaros
Diferentes universos
Um mesmo planeta
Um mundo de significados
Um mundo de reflexões
Sobre Elefantes e Pássaros
Analisando o comum e o diferente
Também no meio humano
Por Ele Mesmo, 16 e 26 de dezembro de 2008
Patas no chão, asas no ar
Grandes mamíferos, pequenas aves
Em várias partes do mundo
Em determinado lugar
Diferentes seres
Diferentes organizações
Diferentes instintos
Diferentes modos de se comportar
Porém, em cada espécie,
Sua singularidade
Seu desejo de vida
E de pela vida lutar
Pássaros e elefantesElefantes e pássaros
Diferentes universos
Um mesmo planeta
Um mundo de significados
Um mundo de reflexões
Sobre Elefantes e Pássaros
Analisando o comum e o diferente
Também no meio humano
Por Ele Mesmo, 16 e 26 de dezembro de 2008
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Pra começo de conversa
Aqui estou!
Sobre o título do blog não tenho muito que falar.
Deixo livre sua mente para imaginar aquilo que queira.
E quanto às minhas idéias sobre o tratado, elas estão apenas começando.
Tais quais as parreiras, que produzam bons frutos
Tais qual um belo poema, que sejam agradáveis de ler
Tal qual o seu lar, que se sinta acolhido.
Então, traga o papel e a caneta, a câmera fotográfica, e sua disposição
Traga pipocas...
Aliás, não traga nada
Mas, reserve uma cadeira e escolha um bom lugar
O tratado idealizado já está começando
Até mais ver!
Sobre o título do blog não tenho muito que falar.
Deixo livre sua mente para imaginar aquilo que queira.
E quanto às minhas idéias sobre o tratado, elas estão apenas começando.
Tais quais as parreiras, que produzam bons frutos
Tais qual um belo poema, que sejam agradáveis de ler
Tal qual o seu lar, que se sinta acolhido.
Então, traga o papel e a caneta, a câmera fotográfica, e sua disposição
Traga pipocas...
Aliás, não traga nada
Mas, reserve uma cadeira e escolha um bom lugar
O tratado idealizado já está começando
Até mais ver!
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