quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Do Poder


Podes não entender a fundo

Tudo o que, raso, posso falar

Podes ter olhares próprios

Podem olhares cruzar


Podes




Podes entender um mundo que não se entende
Podes alegrar quem não se alegra
Podes crescer em terra de anões
Podes enxergar em planeta de cegos

Podes ser calor no frio do inverno
Podes compreender o incompreensível
Podes ouvir o que não ouvem
Podes mergulhar onde peixes não há

Podes falar quando todos se calam
Podes ganhar o que nunca se vende
Podes elevar-se onde há gravidade
Podes saltar onde nunca saltou

Podes falar com árvores e rochas
Podes sentir a aurora no ar
Podes prever esse canto da tarde
Podes ouvi-lo e com ele cantar

Texto: André Medeiros

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Creio que sou o culpado por não olhar para o céu tanto quanto deveria...

Texto: André Medeiros

sábado, 9 de janeiro de 2010

deturpar

deparo-me com o pássaro que me representa na parede da vida
não sou idéia, apenas me fiz emoção
emoção de vida que a torna alegre
não sou desenho, apenas me fiz figura
e em emotivos instantes de vida
fiz-me leve e assim o fiz
o fiz ativo, o fiz acompanhado, o fiz voar
é esse o pássaro que alimento
mas não foi inteiro o que pintei
não sou eu corpo, apenas me fiz imagem
somente imagem me fiz

Texto:André Medeiros
Foto: http//www.flickr.com/photos/maitexu/3654900452/

Deve ser

Deve ser o limiar de um novo ano que nos faz assim:
Pensativos, intimistas, saudosistas;
Deve ser a distância que nos faz assim:
ansiosos, carentes, esperançosos;
Devem ser as possibilidades que nos fazem assim:
indecisos, temerosos, precavidos;
Deve ser a ousadia que nos faz assim:
sonhadores, atirados, idealistas;
Devem ser os gestos que nos fazem assim:
confiantes, amparados, entregues;
Deve ser a amplitude humana que nos faz assim:
diferentes, semelhantes, contraditórios...
Texto: André Medeiros
Modelo da imagem: Bjork (http://www.lastfm.com.br/music/björk/+images/848487)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Triste Abandono



















Céu aberto
Noite clara
Triste vazio
Grande solidão

Lua, estrelas
Folhas n'água
Ventania e solidão

A velha mangueira quebrada
Não há ninguém na pousada
Nesta noite iluminada
Quanta solidão...

Texto: André Medeiros
Imagem: brandydarling.tumblr.com/post/305044293

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